Bocadinhos da minha vida, das experiências, do quotidiano, das relações, de pensamentos...de tudo um pouco
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quarta-feira, janeiro 21, 2015
quarta-feira, dezembro 31, 2014
Obrigada
Obrigada!
Obrigada às pessoas que fazem parte da minha vida ou que por algum motivo nela entraram, às coisas que me fazem feliz, às lições diárias, aos obstáculos.
Obrigada às pessoas que fazem parte da minha vida ou que por algum motivo nela entraram, às coisas que me fazem feliz, às lições diárias, aos obstáculos.
Obrigada, Vida!
terça-feira, novembro 18, 2014
Comecem a viver!
Comecem a viver... por favor!
«Toda pessoa passa por dois momentos fundamentais na vida: o instante em que nasce e aquele em que se da conta disso. E pode até ser que, em alguns casos, esse intervalo demore bastante, mas, uma hora, acontece. E é aí que você se reconhece enquanto indivíduo. Quando entende quem é você e o porquê de ser exatamente assim. E aí, compreende a sutil diferença entre egoísmo e amor próprio. E passa a viver mais para si e menos para os outros. E para de se importar com o que não importa. E entende que é você quem terá que conviver com as consequências dos seus atos. E começa a pensar com a sua cabeça. E então, para de viver para agradar, de sempre tentar realizar desejos alheios e de se importar com o que as outras pessoas vão pensar. Percebe, também, que qualquer pessoa tem o direito de sair da sua vida quando bem entender, que na maioria das vezes você não pode evitar que isso aconteça e que, a sua jornada, será com aqueles que escolherem permanecer. Neste momento, você aprende que a reciprocidade é a bússola da felicidade. E coloca o seu bem estar como meta. E deixa de ser um alvo fácil para a tristeza. E decide tirar aqueles velhos planos da gaveta. E perde o medo de arriscar. E entende o que realmente mata a sua fome. E para de se contentar só com migalhas. E para de se boicotar. E põe um ponto final nas mazelas do passado. E se liberta. E aprende a sorrir. E volta a respirar. E começa a viver.»
in http://www.precisavaescrever.com.br/e-comeca-a-viver/
«Toda pessoa passa por dois momentos fundamentais na vida: o instante em que nasce e aquele em que se da conta disso. E pode até ser que, em alguns casos, esse intervalo demore bastante, mas, uma hora, acontece. E é aí que você se reconhece enquanto indivíduo. Quando entende quem é você e o porquê de ser exatamente assim. E aí, compreende a sutil diferença entre egoísmo e amor próprio. E passa a viver mais para si e menos para os outros. E para de se importar com o que não importa. E entende que é você quem terá que conviver com as consequências dos seus atos. E começa a pensar com a sua cabeça. E então, para de viver para agradar, de sempre tentar realizar desejos alheios e de se importar com o que as outras pessoas vão pensar. Percebe, também, que qualquer pessoa tem o direito de sair da sua vida quando bem entender, que na maioria das vezes você não pode evitar que isso aconteça e que, a sua jornada, será com aqueles que escolherem permanecer. Neste momento, você aprende que a reciprocidade é a bússola da felicidade. E coloca o seu bem estar como meta. E deixa de ser um alvo fácil para a tristeza. E decide tirar aqueles velhos planos da gaveta. E perde o medo de arriscar. E entende o que realmente mata a sua fome. E para de se contentar só com migalhas. E para de se boicotar. E põe um ponto final nas mazelas do passado. E se liberta. E aprende a sorrir. E volta a respirar. E começa a viver.»
in http://www.precisavaescrever.com.br/e-comeca-a-viver/
sábado, novembro 15, 2014
Ah pois não
Texto com palavras tão sábias!
«Nunca vou ser o que tu queres.
Gastamos muitos perdigotos e neurónios a tentar persuadir os outros a serem o que nós queríamos que eles fossem.
Apesar das nossas motivações – caprichosas ou altruístas – acabamos por ficar derrotados perante a nossa miserável capacidade de mudar os outros para o que queremos.
Quantos cabelos brancos ganhos para que os outros fossem diferentes! Pais, filhos, namorados, namoradas, patrões e empregados, tudo a querer mudar os outros.
Os filhos nunca têm exactamente os pais que querem. Os empregados nunca têm os patrões que querem. As namoradas não têm os namorados que querem, e os maridos as mulheres que querem. Todos querem alguém ligeiramente diferente. Mais simpático, responsável, atento, paciente, interessado, interessante…
Contudo esta abordagem levanta alguns problemas:
1. Começa pelo que o outro tem que mudar.
Temos listas infindáveis de exigências – desde a roupa que usam até ao interesse em literatura russa – que os outros deviam ter, e todas começam pelo que o outro devia mudar. E não pelo que eu posso mudar.
2. Saber o que o outro realmente precisa.
Já somos estupendamente desastrados a perceber o que realmente precisamos, quanto mais o que os outros precisam. Que prepotência achar que sabemos o que o outro precisa! Apesar de toda a nossa boa vontade, muitas vezes o que nós queremos não podia estar mais longe daquilo que o outro realmente precisa.
3. Ser tudo para todos é nada para ninguém.
Se alguém quisesse ser o que toda a gente quer, não conseguia ser nada para ninguém. Como cada pessoa tem uma ideia própria sobre o que cada um devia ser, se alguém tentasse ser essa pessoa, rebentava (em muitos bocadinhos diferentes).
4. Mudar para agradar aos outros sai para o torto.
Por vezes agradamos aos outros para que gostem de nós. Mas uma pessoa que muda apenas para agradar, não muda no longo prazo. E torna-se cansativa passados 15 minutos.
5. Nunca ninguém é exactamente como queremos.
Quer a diva mais perfeita ou o namorado mais principesco têm aquela mania irritante. A imagem perfeita que criámos só existe na nossa cabeça. Na realidade, nem por isso.
Pouparíamos muita energia e tinta para os cabelos brancos, se aceitássemos o que os outros são.
Mas será que por isso devemos deixar de tentar de mudar os outros para melhor?
Claro que não!
Mas isto de querer que o outro seja melhor não vai lá mudando alguém, mas gostando de alguém. O que muda os outros não são as nossas estratégias, os nossos argumentos ou as nossas palavras. É o nosso amor. Por isso não se trata de mudar, trata-se de amar. Se queremos demasiado que o outro seja diferente é porque não estamos a amar o suficiente.
Talvez o melhor que hoje podemos ouvir é… nunca vou ser o que tu queres.»
in http://inesperado.org/2013/09/10/nunca-vou-ser-o-que-tu-queres/
«Nunca vou ser o que tu queres.
Gastamos muitos perdigotos e neurónios a tentar persuadir os outros a serem o que nós queríamos que eles fossem.
Apesar das nossas motivações – caprichosas ou altruístas – acabamos por ficar derrotados perante a nossa miserável capacidade de mudar os outros para o que queremos.
Quantos cabelos brancos ganhos para que os outros fossem diferentes! Pais, filhos, namorados, namoradas, patrões e empregados, tudo a querer mudar os outros.
Os filhos nunca têm exactamente os pais que querem. Os empregados nunca têm os patrões que querem. As namoradas não têm os namorados que querem, e os maridos as mulheres que querem. Todos querem alguém ligeiramente diferente. Mais simpático, responsável, atento, paciente, interessado, interessante…
Contudo esta abordagem levanta alguns problemas:
1. Começa pelo que o outro tem que mudar.
Temos listas infindáveis de exigências – desde a roupa que usam até ao interesse em literatura russa – que os outros deviam ter, e todas começam pelo que o outro devia mudar. E não pelo que eu posso mudar.
2. Saber o que o outro realmente precisa.
Já somos estupendamente desastrados a perceber o que realmente precisamos, quanto mais o que os outros precisam. Que prepotência achar que sabemos o que o outro precisa! Apesar de toda a nossa boa vontade, muitas vezes o que nós queremos não podia estar mais longe daquilo que o outro realmente precisa.
3. Ser tudo para todos é nada para ninguém.
Se alguém quisesse ser o que toda a gente quer, não conseguia ser nada para ninguém. Como cada pessoa tem uma ideia própria sobre o que cada um devia ser, se alguém tentasse ser essa pessoa, rebentava (em muitos bocadinhos diferentes).
4. Mudar para agradar aos outros sai para o torto.
Por vezes agradamos aos outros para que gostem de nós. Mas uma pessoa que muda apenas para agradar, não muda no longo prazo. E torna-se cansativa passados 15 minutos.
5. Nunca ninguém é exactamente como queremos.
Quer a diva mais perfeita ou o namorado mais principesco têm aquela mania irritante. A imagem perfeita que criámos só existe na nossa cabeça. Na realidade, nem por isso.
Pouparíamos muita energia e tinta para os cabelos brancos, se aceitássemos o que os outros são.
Mas será que por isso devemos deixar de tentar de mudar os outros para melhor?
Claro que não!
Mas isto de querer que o outro seja melhor não vai lá mudando alguém, mas gostando de alguém. O que muda os outros não são as nossas estratégias, os nossos argumentos ou as nossas palavras. É o nosso amor. Por isso não se trata de mudar, trata-se de amar. Se queremos demasiado que o outro seja diferente é porque não estamos a amar o suficiente.
Talvez o melhor que hoje podemos ouvir é… nunca vou ser o que tu queres.»
in http://inesperado.org/2013/09/10/nunca-vou-ser-o-que-tu-queres/
segunda-feira, novembro 10, 2014
E Agora?!
O que foi feito de ti
Eras perfeita em mim
Será que foste tentar encontrar
Que te foste libertar
Esperei tanto por ti
E caiu-me um manto em mim
Será que te perdeste a caminhar
Ou foi só para me castigar
E agora, será que te perdi
E agora, se terminar aqui
O que será de mim, sem ti
Corri o mundo por ti
Mas o mundo correu sem mim
Será que tu partiste para além mar
Só para me abandonar
E agora, será que te perdi
E agora, se terminar aqui
O que será de mim, sem ti
Não fiques para trás meu bem
Não quero que te percas por aí
Nesta selva de betão
É só confusão
E agora, será que te perdi
E agora, se terminar aqui
O que será de mim, sem ti
Não quero que te percas por aí
Nesta selva de betão
É só confusão
E agora, será que te perdi
E agora, se terminar aqui
O que será de mim, sem ti
Adoro, adoro, adoro!
sexta-feira, novembro 07, 2014
Podia ter sido eu…
Quando lês ou vês uma coisa e pensas: ‘Podia ter sido eu a escrever isto!’
É o caso, não fui, mas podia ter sido.
Texto maravilhoso que tive que partilhar (mais guardar no meu cantinho para não esquecer).
«Um poema pra você»
Ela só queria se encontrar, ele só queria encontrá-la. Ele voltou a acreditar, ela só quer esquecer. Ela era tudo que ele sempre sonhou, ele prometia tudo em que ela já não acreditava mais. Ele só quer se apaixonar de novo, ela pensa em nunca mais se entregar. Ela é a pessoa errada na hora certa, ele é a pessoa certa na hora errada. Ela o faz sonhar, ele a faz sorrir. Ela quer mergulhar no mundo que ele está tentando sair. Ele quer abraço, ela quer espaço. Ele quer provar que pode ser diferente, ela está cansada de ser tudo sempre igual. Ela quer cidade, ele quer campo. Ele quer sal, ela quer doce. Ele quer cinema de mãos dadas, ela quer filme com as amigas. Ele pensa nela o dia inteiro, ela já não sabe o que pensar. Ele é só mais um apaixonado, ela é mais um coração partido. Eles têm tudo pra dar certo, mas têm tudo pra dar errado também. Ele não chegou no cavalo branco, ela não estava presa na torre. Ele não tem tempo a perder, ela só quer viver sem pressa. Ele faz planos, ela quer viver sem eles. Hora parece que nasceram um para o outro, hora mostram não ter nada a ver. É que na vida real os contos são bem assim, algo meio torto, tudo errado, tudo difícil de prever. Ele escreveu esse texto para se expressar, imaginando o sorriso dela quando ler. É que às vezes as palavras ajudam a desabafar, e era pra ela que ele precisava escrever»
Texto de Rafael Magalhães in http://www.precisavaescrever.com.br/um-poema-pra-voce/
«Um poema pra você»
Ela só queria se encontrar, ele só queria encontrá-la. Ele voltou a acreditar, ela só quer esquecer. Ela era tudo que ele sempre sonhou, ele prometia tudo em que ela já não acreditava mais. Ele só quer se apaixonar de novo, ela pensa em nunca mais se entregar. Ela é a pessoa errada na hora certa, ele é a pessoa certa na hora errada. Ela o faz sonhar, ele a faz sorrir. Ela quer mergulhar no mundo que ele está tentando sair. Ele quer abraço, ela quer espaço. Ele quer provar que pode ser diferente, ela está cansada de ser tudo sempre igual. Ela quer cidade, ele quer campo. Ele quer sal, ela quer doce. Ele quer cinema de mãos dadas, ela quer filme com as amigas. Ele pensa nela o dia inteiro, ela já não sabe o que pensar. Ele é só mais um apaixonado, ela é mais um coração partido. Eles têm tudo pra dar certo, mas têm tudo pra dar errado também. Ele não chegou no cavalo branco, ela não estava presa na torre. Ele não tem tempo a perder, ela só quer viver sem pressa. Ele faz planos, ela quer viver sem eles. Hora parece que nasceram um para o outro, hora mostram não ter nada a ver. É que na vida real os contos são bem assim, algo meio torto, tudo errado, tudo difícil de prever. Ele escreveu esse texto para se expressar, imaginando o sorriso dela quando ler. É que às vezes as palavras ajudam a desabafar, e era pra ela que ele precisava escrever»
Texto de Rafael Magalhães in http://www.precisavaescrever.com.br/um-poema-pra-voce/
quarta-feira, outubro 15, 2014
Nota rápida
Tive a vasculhar no meu email pessoal à procura
de documentos e perdi-me nos emails guardados….
A sensação imediata foi de surpresa, ainda ter
tanta coisa guardada.
Mas sou assim, gosto de guardar coisas, pessoas, neste
caso conversas, trocas de mensagens, músicas, parvoíces.
O tempo fugiu. Tive
que fazer contas pelos dedos para perceber que já lá vão uns pares de anos.
Estive
a ler alguns desses emails e dei comigo a rir.
Como tanta coisa mudou… Como as pessoas mudaram...
Como os anos passaram… Como os anos mudaram as pessoas...
Eu própria mudei e já
passei por tanto...
O mais importante é que cresci. Aprendi muita
coisa. Ainda tenho muito para aprender.
Foi bom recordar J
domingo, outubro 12, 2014
Reticências
«A vida também se pontua...
As reticências... uso e abuso delas. É a forma que arranjo p'ra não dar o meu pensamento por terminado, p'ra dar a entender que tenho mais p'ra dizer... Como quando não fechamos a porta, mas apenas a encostamos p'ra que seja mais fácil alguém entrar, sem precisar de bater... Lido mal com os pontos finais. São castradores. Não me deixam espaço, impõem-me limites, cortam-me as asas.
A minha vida deveria ser como a minha escrita, cheia de reticências... Não das que denunciam dúvidas, hesitações, mas daquelas que traçam avenidas que se enchem de gente, onde ecoam risos e se oferecem abraços a troco de nada...
A ironia é que sou uma mulher que distribui pontos finais. E se uns são merecidos, outros nem por isso. Preciso de aprender a dar o benefício da dúvida, a conceder oportunidades, a deixar de ter medo. Medo de que gostem de mim.»
Assim que li este texto revi-me, identifiquei-me.
E uso tantas reticências...
sexta-feira, outubro 18, 2013
segunda-feira, outubro 14, 2013
Adeus
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já se não passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar.
Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco, mas é verdade, uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já se não passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas.
Adeus.
Eugénio de Andrade, in “Poesia e Prosa”
quinta-feira, agosto 01, 2013
quinta-feira, julho 18, 2013
Disparates
Às vezes penso em disparates...
Minto, penso muitas vezes em disparates.
A diferença do 'antes' para o 'agora'....é que agora digo-os. Pelo menos a grande maioria.
Choca, é novidade, é inesperado, pode ser mal interpretado?!
Tudo sim.
Mas caraças, a vida é para ser vivida.
Não há nada a perder em pequenos disparates.
Nada de arrependimentos.
Minto, penso muitas vezes em disparates.
A diferença do 'antes' para o 'agora'....é que agora digo-os. Pelo menos a grande maioria.
Choca, é novidade, é inesperado, pode ser mal interpretado?!
Tudo sim.
Mas caraças, a vida é para ser vivida.
Não há nada a perder em pequenos disparates.
Nada de arrependimentos.
quarta-feira, maio 29, 2013
'Não tinhas o direito'
«Não tinhas o direito. Nem penses que tinhas o direito. Não tinhas o direito de entrar assim por mim adentro, varrer tudo o que eu tinha para debaixo do tapete, ocupar a minha vida com a tua. E depois ir embora sem um aceno, sem um “gostei de te amar”, sem um “até foi porreiro estar contigo”. Nada. Entraste, amaste, magoaste. E foste. E eu fiquei aqui, perdida, presa ao que deixaste ficar à espera de que voltasses a estar, de que voltasses para me dizer que afinal tinha sido brincadeira e que não tinhas ido embora como o cobarde que sempre foste. Metes-me nojo. Nojo. E não é por isso que deixas de ser o homem da minha vida.
Amar é quando consegues imaginar-te nos braços de quem até pode meter-te nojo. E tu metes-me nojo. Tenho nojo de algum dia ter sido tua – e ainda assim dava tudo para voltar a ser tua. Tenho nojo do teu beijo (o que eu não fazia para outra vez o teu beijo), tenho nojo do teu abraço (e parece que ainda o sinto, apertado como só ele, amado como só ele), tenho nojo de tudo o que é teu. E o pior é que tudo o que é meu ainda está disponível (falta de personalidade, eu sei; fraqueza, eu sei; mas antes uma fraca feliz do que uma forte na merda) para ti. Por mais dias que passem (já foram meses, não já?) continuo com a certeza, a mais absoluta das certezas, de que se há algo que serei até ao último dos dias será isso. Disponível para ti. Disponível para o nojo de pessoa que és, para o nojo de atitudes que tomas, para o nojo de vida que me ofereces.
Tenho-te nojo e saudades em doses iguais.
Todas as noites sou tua pela primeira vez. Fecho os olhos e a tua mão já percorre a minha pele em busca do prazer final. Até nisso eras nojento. Até nisso, na forma quase doentia (ou mesmo doentia) como procuravas o orgasmo, eras nojento (ainda serás assim com a nojenta da mulher que te dá prazer agora?). E não querias saber de mim, do que queria, do meu prazer. E (sou tão estúpida que só me apetece bater-me e depois bater-te) era assim, com esse teu desprezo, que eu me sentia amada. Era assim, com a tua total incapacidade para quereres dar-me prazer, que eu tinha prazer. Que nojo.
Tenho-te tanto nojo, amor.
Nojo das tuas palavras. Nojo do teu “adoro as tuas palavras, mas adoro mais o teu cuzinho”, nojo do teu machismo, nojo da tua maneira de me tratares abaixo de cão e de mesmo assim me fazeres sentir a cadela mais amada do mundo. Amo-te para além de toda a razão. Para além de todas as razões. E todos (e são mesmo todos) os que me dizem que não me mereces e que te devia esquecer têm razão. Tenho todas as razões para te mandar bugiar, para nunca mais querer sequer olhar para a tua cara (és tão lindo, tão lindo) nojenta. Mas fecho os olhos e és tu que vens, abro os olhos e és tu que eu encontro. E tudo o que queria era esquecer-me de ti para sempre ou ser a tua escrava (e só tu consegues fazer uma escrava sentir-se uma rainha) para sempre. Todas as razões estão contra ti. E é isso, todas as razões estarem contra ele, que pode ser o amor. Tenho nojo de te amar, meu amor.
Mas amo-te. »
By Pedro Chagas Freitas
Li este texto e fiquei sem palavras....
Amar é quando consegues imaginar-te nos braços de quem até pode meter-te nojo. E tu metes-me nojo. Tenho nojo de algum dia ter sido tua – e ainda assim dava tudo para voltar a ser tua. Tenho nojo do teu beijo (o que eu não fazia para outra vez o teu beijo), tenho nojo do teu abraço (e parece que ainda o sinto, apertado como só ele, amado como só ele), tenho nojo de tudo o que é teu. E o pior é que tudo o que é meu ainda está disponível (falta de personalidade, eu sei; fraqueza, eu sei; mas antes uma fraca feliz do que uma forte na merda) para ti. Por mais dias que passem (já foram meses, não já?) continuo com a certeza, a mais absoluta das certezas, de que se há algo que serei até ao último dos dias será isso. Disponível para ti. Disponível para o nojo de pessoa que és, para o nojo de atitudes que tomas, para o nojo de vida que me ofereces.
Tenho-te nojo e saudades em doses iguais.
Todas as noites sou tua pela primeira vez. Fecho os olhos e a tua mão já percorre a minha pele em busca do prazer final. Até nisso eras nojento. Até nisso, na forma quase doentia (ou mesmo doentia) como procuravas o orgasmo, eras nojento (ainda serás assim com a nojenta da mulher que te dá prazer agora?). E não querias saber de mim, do que queria, do meu prazer. E (sou tão estúpida que só me apetece bater-me e depois bater-te) era assim, com esse teu desprezo, que eu me sentia amada. Era assim, com a tua total incapacidade para quereres dar-me prazer, que eu tinha prazer. Que nojo.
Tenho-te tanto nojo, amor.
Nojo das tuas palavras. Nojo do teu “adoro as tuas palavras, mas adoro mais o teu cuzinho”, nojo do teu machismo, nojo da tua maneira de me tratares abaixo de cão e de mesmo assim me fazeres sentir a cadela mais amada do mundo. Amo-te para além de toda a razão. Para além de todas as razões. E todos (e são mesmo todos) os que me dizem que não me mereces e que te devia esquecer têm razão. Tenho todas as razões para te mandar bugiar, para nunca mais querer sequer olhar para a tua cara (és tão lindo, tão lindo) nojenta. Mas fecho os olhos e és tu que vens, abro os olhos e és tu que eu encontro. E tudo o que queria era esquecer-me de ti para sempre ou ser a tua escrava (e só tu consegues fazer uma escrava sentir-se uma rainha) para sempre. Todas as razões estão contra ti. E é isso, todas as razões estarem contra ele, que pode ser o amor. Tenho nojo de te amar, meu amor.
Mas amo-te. »
By Pedro Chagas Freitas
Li este texto e fiquei sem palavras....
quinta-feira, maio 23, 2013
Dreams
Não quero ser conduzida pelos meus problemas....
Quero ser comandada pelos meus sonhos...
E tenho tantos!
Quero ser comandada pelos meus sonhos...
E tenho tantos!
quarta-feira, maio 22, 2013
quarta-feira, março 27, 2013
Rasteiras
Vida, podes continuar a pregar-me rasteiras...
Eu vou continuar a sorrir-te :)
quinta-feira, março 07, 2013
Dream
Esta música passa na Smooth...e eu gosto tanto...da música e de sonhar.
Ontem foi daqueles dias em que o dia foi longo, cansativo...Chegar a casa foi o melhor que podia acontecer (julgava eu). Vesti o pijama e de repente toca o telefone...um convite para sair.
'Anda lá, vá lá! É só um bocadinho!'
Ok, toca a vestir e sair. E valeu a pena, porque são estes momentos que acabam por ser especiais de tão espontâneos que são. Boa conversa num bom ambiente. Faltou gente, falta sempre. Em coisas marcadas em cima da hora é impossível pensar em toda a gente.
Noite de copos que deveria acabar cedo e acabou tarde...
O pior...começou hoje muiiiiittttoooo cedo. Tenho por isso sono, muito sono!
sexta-feira, março 01, 2013
quinta-feira, fevereiro 28, 2013
Imagine
Imagino uma nova história para a minha vida....e acredito nela!
terça-feira, fevereiro 26, 2013
'Houve um tempo...'
«Houve um tempo em que, nos amores e nas paixões, se falhava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.
Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. A regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de “se conduzir, não beba” para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer “se amar, não se magoe”.
Com o passar dos anos, aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose e da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida. A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que não se serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade para amansar os corpos, os gestos, as palavras. A postura é um fato de pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto, já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema do Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ou nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.»
Miguel Carvalho in Revista Egoísta
Li este texto e gostei muito. Concordo. Identifico-me. Para muita gente o Amor dá muito trabalho, não sabem ou não querem mantê-lo, estimá-lo, valorizá-lo.
Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. A regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.
Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de “se conduzir, não beba” para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer “se amar, não se magoe”.
Com o passar dos anos, aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose e da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida. A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que não se serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.
O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade para amansar os corpos, os gestos, as palavras. A postura é um fato de pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto, já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?
Como num poema do Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ou nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.»
Miguel Carvalho in Revista Egoísta
Li este texto e gostei muito. Concordo. Identifico-me. Para muita gente o Amor dá muito trabalho, não sabem ou não querem mantê-lo, estimá-lo, valorizá-lo.
Para onde caminhamos nas relações? Tenho medo da resposta. Acredito, tenho esperança...
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