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domingo, fevereiro 01, 2015

A Vida é Recheada de Coisas Boas



Desafio deste ano, escrever todos os dias uma coisa boa e guardar no pote. 
E não é que há dias com muitas mais #avidaérecheadadecoisasboas

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Paixão

Tão bom!!!
"Boa sorte. Não me tentes procurar em mapas antigos; a maior parte das estradas do meu coração são novas. Sei que não será fácil amar alguém como eu. Não sempre. Não todos os dias. Haverá dias em que não será fácil. Nada fácil. Dias em que me fecharei em copas, com todos os meus problemas – não te vou querer preocupar ou chatear com eles. Sei que quem ama partilha, mas quem ama também protege. É isso que quero: proteger-te. Não me censures. Perdoa todos os meus casos com as palavras, com os livros, com as madrugadas de insónias e as cores das manhãs. Perdoa os textos que te causarão algum embaraço. Alguma exposição indesejada. Só quero usar as palavras para explicar o que trago por dentro. O quanto te poderei amar. Haverá outros dias em que te deixarei desarmada com os gestos mais banais. Os que, ao mundo, parecem absurdos. Deixar-te-ei, por vezes, sem palavras. Mas isso é bom. Em todas elas o silêncio será um aliado, um bem necessário. Não te preocupes se me perder a olhar-te. A tentar decifrar cada traço. Quero guardar-te em mim. Procurar a certeza dessa vertigem que será amar-te. A ti que um dia farás parte desta jornada, peço que não ignores os meus defeitos. Mas que os ames. Como o mar ama as estrelas que nele se reflectem, sem nunca lhes tocar."
in (http://pedrodrigues.blogspot.pt/…/aquela-que-se-apaixonar-p…)

quarta-feira, dezembro 24, 2014

terça-feira, novembro 18, 2014

Comecem a viver!

Comecem a viver... por favor!

«Toda pessoa passa por dois momentos fundamentais na vida: o instante em que nasce e aquele em que se da conta disso. E pode até ser que, em alguns casos, esse intervalo demore bastante, mas, uma hora, acontece. E é aí que você se reconhece enquanto indivíduo. Quando entende quem é você e o porquê de ser exatamente assim. E aí, compreende a sutil diferença entre egoísmo e amor próprio. E passa a viver mais para si e menos para os outros. E para de se importar com o que não importa. E entende que é você quem terá que conviver com as consequências dos seus atos. E começa a pensar com a sua cabeça. E então, para de viver para agradar, de sempre tentar realizar desejos alheios e de se importar com o que as outras pessoas vão pensar. Percebe, também, que qualquer pessoa tem o direito de sair da sua vida quando bem entender, que na maioria das vezes você não pode evitar que isso aconteça e que, a sua jornada, será com aqueles que escolherem permanecer. Neste momento, você aprende que a reciprocidade é a bússola da felicidade. E coloca o seu bem estar como meta. E deixa de ser um alvo fácil para a tristeza. E decide tirar aqueles velhos planos da gaveta. E perde o medo de arriscar. E entende o que realmente mata a sua fome. E para de se contentar só com migalhas. E para de se boicotar. E põe um ponto final nas mazelas do passado. E se liberta. E aprende a sorrir. E volta a respirar. E começa a viver.»

in http://www.precisavaescrever.com.br/e-comeca-a-viver/

sexta-feira, novembro 07, 2014

Podia ter sido eu…

Quando lês ou vês uma coisa e pensas: ‘Podia ter sido eu a escrever isto!’
É o caso, não fui, mas podia ter sido. 
Texto maravilhoso que tive que partilhar (mais guardar no meu cantinho para não esquecer).

«Um poema pra você»
Ela só queria se encontrar, ele só queria encontrá-la. Ele voltou a acreditar, ela só quer esquecer. Ela era tudo que ele sempre sonhou, ele prometia tudo em que ela já não acreditava mais. Ele só quer se apaixonar de novo, ela pensa em nunca mais se entregar. Ela é a pessoa errada na hora certa, ele é a pessoa certa na hora errada. Ela o faz sonhar, ele a faz sorrir. Ela quer mergulhar no mundo que ele está tentando sair. Ele quer abraço, ela quer espaço. Ele quer provar que pode ser diferente, ela está cansada de ser tudo sempre igual. Ela quer cidade, ele quer campo. Ele quer sal, ela quer doce. Ele quer cinema de mãos dadas, ela quer filme com as amigas. Ele pensa nela o dia inteiro, ela já não sabe o que pensar. Ele é só mais um apaixonado, ela é mais um coração partido. Eles têm tudo pra dar certo, mas têm tudo pra dar errado também. Ele não chegou no cavalo branco, ela não estava presa na torre. Ele não tem tempo a perder, ela só quer viver sem pressa. Ele faz planos, ela quer viver sem eles. Hora parece que nasceram um para o outro, hora mostram não ter nada a ver. É que na vida real os contos são bem assim, algo meio torto, tudo errado, tudo difícil de prever. Ele escreveu esse texto para se expressar, imaginando o sorriso dela quando ler. É que às vezes as palavras ajudam a desabafar, e era pra ela que ele precisava escrever»

Texto de Rafael Magalhães in http://www.precisavaescrever.com.br/um-poema-pra-voce/

terça-feira, outubro 22, 2013

Coincidências

"Tudo é coincidência ou nada é coincidência. 
Se eu acreditasse na primeira hipótese não conseguia viver, mas ainda não estou convencida da última." 

Etty Hillesum

quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Ornatos Violeta

"o amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura..." 

diz Vítor Espadinha na música dos Ornatos Violeta, que ouvi esta manhã...e diz muito bem.

terça-feira, fevereiro 26, 2013

'Houve um tempo...'

«Houve um tempo em que, nos amores e nas paixões, se falhava de forma espectacular. Com baba e ranho. Dava-se tudo. Saíamos rasgados de pele e coração. Valia sempre a pena, mesmo quando perdíamos o chão.

Os erros, as faltas, as vertigens, o pé à beira do abismo existiam para nos lembrarmos de que somos humanos. A regra era cair e levantar, prontos para outra depois de lutos intensos, sofridos, partilhados. Agora tudo isso existe sob a forma de prevenção. Para nos lembrarmos do que não devemos fazer, dos riscos que não devemos correr, contra o vírus da solidão.

Fomos ficando higienizados. Da alma à cama. Uma espécie de “se conduzir, não beba” para evitar os males do coração. Como se pudéssemos dizer “se amar, não se magoe”.

Com o passar dos anos, aprendemos a contornar os sintomas a bem da decência, da pose e da anestesia geral ou local, conforme as necessidades. O importante é não dar parte de fracos.
O ciúme é uma coisa moderna, para ser compreendida. A discussão acalorada está fora de moda.
A vingança é um prato que não se serve frio nem quente nas relações mais conceituadas. É coisa do povo, ementa de vidas de tasco, entre um tiro de caçadeira e um facalhão de meter respeito.

O civismo entrou definitivamente na nossa intimidade para amansar os corpos, os gestos, as palavras. A postura é um fato de pronto-a-vestir que usamos para entrar e sair das relações. Talvez até já nem se rasguem roupas quando chega a hora. O sentimento não ferve, a aprendizagem das loucuras que fizemos é renegada e a história do que fomos não tem disco duro porque a caixa de mensagens é mais prática e descartável. De resto, já não há cartas para guardar porque ninguém as escreve. Quem as leria, de resto, se tivessem mais de 140 caracteres?

Como num poema do Eugénio, já não há nada que nos peça água. E estamos como ela: insípidos, inodoros e incolores. Leves. Capazes de ir do tudo ou nada sem efusão de sangue. Deve andar a escapar-nos o momento em que deixamos de olhar a vida nos olhos e a desregrada infinidade de coisas que vinha junto com ela.»
Miguel Carvalho in Revista Egoísta
Li este texto e gostei muito. Concordo. Identifico-me. Para muita gente o Amor dá muito trabalho, não sabem ou não querem mantê-lo, estimá-lo, valorizá-lo.
Para onde caminhamos nas relações? Tenho medo da resposta. Acredito, tenho esperança...

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Elogio ao Amor Puro

‎"O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria...

...Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há,estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço...

...O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida,o nosso "dá lá um jeitinho sentimental". Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado,viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não.
Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Jornal Expresso'

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Single Parent





















É tão verdade...
A única parte menos boa é quando não estou com o meu bebé :(